Viver deve ser bom
Ninguém quer morrer
Por que sempre temos
Que colocar veneno
No paraíso?
Por que não bastaria
A luz do sol
O vento num dia de chuva
Para ser feliz.
Trabalhar, produzir, consumir
......................................................Trabalhar
Produzir
.......................Consumir
...................Trabalhar
............................................Produzir
.......................................................................Consumir
......................T
..............................R
.....................................A
..............................................B
..................................................A
.........................................................L
..............................................................H
.....................................................................A
....................................................................R
.....................P
............................R
...................................O
...........................................D
.................................................U
.....................................................Z
....................................................I
...............................................R
................C
.......................O
............................M
..................................S
....................................U
.............................M
.......................I.................R
A teia não dá prazer ao inseto
Escravo da civilização
O preço da civilização
O peso da civilização
A dor da civilização
Uma folha em branco
Igual a luz
No olhar ofuscado

2 comentários:
amei especialmente o último verso.
"Quem faz um poema abre uma janela.
Respira, tu que estás numa cela abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
- para que possas profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado."
[Mario Quintana]
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