quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Kaleido

Viver deve ser bom
Ninguém quer morrer


Por que sempre temos
Que colocar veneno
No paraíso?


Por que não bastaria
A luz do sol
O vento num dia de chuva
Para ser feliz.


Trabalhar, produzir, consumir

......................................................Trabalhar

Produzir

.......................Consumir

...................Trabalhar

............................................Produzir

.......................................................................Consumir

......................T

..............................R

.....................................A

..............................................B

..................................................A

.........................................................L

..............................................................H

.....................................................................A

....................................................................R

.....................P

............................R

...................................O

...........................................D

.................................................U

.....................................................Z

....................................................I

...............................................R

................C

.......................O

............................M



..................................S

....................................U

.............................M

.......................I.................R


A teia não dá prazer ao inseto
Escravo da civilização


O preço da civilização


O peso da civilização


A dor da civilização


Uma folha em branco
Igual a luz
No olhar ofuscado

2 comentários:

katherine funke disse...

amei especialmente o último verso.

Unknown disse...

"Quem faz um poema abre uma janela.
Respira, tu que estás numa cela abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
- para que possas profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado."

[Mario Quintana]